Como o sono influencia os seus hábitos alimentares diários
Entenda como a qualidade do sono afeta a regulação do apetite, escolhas alimentares e metabolismo diário.
Mia
3 de dezembro, 2025 • 6 min de leitura

Ao longo da minha experiência com acompanhamento nutricional, percebi como o sono e a alimentação caminham lado a lado. Muitas pessoas buscam orientação para comer melhor, mas se esquecem de olhar para algo tão simples, porém poderoso: a qualidade das horas de descanso. Neste artigo, quero contar um pouco do que vi, vivi e aprendi sobre como o sono realmente pode moldar nossos hábitos alimentares diários.
Por que sono e alimentação estão ligados?
Já parou para pensar por que, nos dias em que você dorme pouco, sente uma vontade incontrolável por doces ou alimentos gordurosos? Não é coincidência. O sono tem uma ligação direta com nossos hormônios e sentimentos de fome e saciedade. Sempre que conversei com pessoas usando a Wellmi, percebi um padrão: dormir pouco e comer mal parecem caminhar juntos.
O sono desregulado bagunça o apetite.
Existem duas substâncias importantes aqui: a grelina e a leptina. A grelina aumenta a fome, enquanto a leptina avisa quando já estamos satisfeitos. Quando dormimos mal, a grelina dispara e a leptina diminui. O resultado é fácil de perceber: a falta de sono faz sentir mais fome, especialmente por alimentos calóricos.
Como a falta de sono muda suas escolhas alimentares?
Eu já percebi, por experiência própria, que basta uma noite mal dormida para perder o foco na alimentação no dia seguinte. Se você reparar, verá como o corpo pede "energia rápida" nessas situações. É aí que entram as escolhas menos saudáveis, como chocolates, frituras ou refeições prontas.
Reuni uma lista dos efeitos que mais vejo no comportamento alimentar de quem não dorme direito:
- Maior apetite no geral, especialmente à noite;
- Dificuldade em sentir saciedade após comer;
- Aumento do desejo por carboidratos simples e doces;
- Impulsividade ao escolher alimentos;
- Maior consumo de alimentos processados e gordurosos.
Já atendi pessoas que relatam, ao usar a Wellmi, que o simples ato de registrar refeições no WhatsApp começa a mudar quando passam a dormir melhor. Essa é a prova de que sono e comida se conversam dentro de nós.
Os impactos do sono no metabolismo e no peso
Há pessoas que acham que, para perder peso, basta comer menos ou se exercitar mais. Porém, o sono é parte desse quebra-cabeça. Dormir pouco deixa o corpo estressado, produzindo mais cortisol, que favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.
Além disso, quem dorme menos tende a engordar, mesmo mantendo uma alimentação parecida. Isso acontece porque o corpo que dorme mal consome menos energia, fica mais lento e, normalmente, é menos ativo no dia seguinte. Faz sentido, não acha?
Já compartilhei com clientes estes pontos principais do impacto do sono no peso:
- Redução do gasto calórico diário;
- Alterações hormonais que aumentam a fome;
- Dificuldade para construir massa magra;
- Maior tendência ao consumo emocional de alimentos.
Como identificar se o sono está prejudicando sua alimentação?
Nunca é só o cansaço. Talvez você acorde com vontade de comer logo nas primeiras horas do dia ou perca o controle nas refeições à noite. Pode ser que a rotina alimentar esteja cada vez mais difícil de manter. Ao observar padrões como esses, é possível ligar o alerta para a influência do sono.
Eu recomendo, inclusive, fazer pequenos registros do sono: horários, como acordou, sensações ao longo do dia. Se você já usa a Wellmi, experimente inserir junto aos registros das refeições um comentário rápido sobre como dormiu. Com o tempo, você mesmo vai notar as relações entre noites mal dormidas e a escolha dos alimentos.
Dicas pessoais para dormir melhor e comer bem
Já tentei de tudo um pouco: meditação antes de deitar, desligar telas uma hora antes do sono, ajustar o horário das refeições. O que funcionou para mim pode ajudar você também. Listei alguns hábitos para melhorar o sono e, indiretamente, a qualidade da alimentação:
- Evitar cafeína e bebidas estimulantes no fim da tarde;
- Jantar cedo e optar por comidas leves à noite;
- Desligar telas (celular, computador, TV) pelo menos meia hora antes de dormir;
- Manter horário fixo para deitar e acordar, mesmo nos fins de semana;
- Criar um ritual relaxante, como leitura ou banho morno antes de deitar.
Essas ações podem parecer simples, mas, na prática, fazem toda a diferença. Muitos relatos de quem acompanha a alimentação de forma personalizada, como acontece na Wellmi, mostram que pequenas mudanças na noite garantem melhorias de manhã – inclusive na força de vontade para escolhas saudáveis.
O papel do registro de hábitos para enxergar padrões
Outra coisa que aprendi prestando acompanhamento nutricional é que a memória, sozinha, costuma falhar. Esquecemos detalhes, minimizamos deslizes, exageramos conquistas. Por isso, o simples registro das refeições via Wellmi, sem planilhas ou aplicativos complicados, ajuda muito quem quer se conhecer melhor.
O hábito de registrar o que come, como está o sono, e até o humor, facilita a identificação de padrões que antes passariam despercebidos. Já indiquei para muitas pessoas a leitura de artigos sobre bem-estar e hábitos saudáveis. Neles, outros especialistas também abordam a relação entre sono, comportamento e alimentação.
Conclusão: cuide do sono para cuidar da alimentação
Em resumo, posso dizer que transformar hábitos alimentares diários não depende só do que colocamos no prato, mas do que vivemos antes de sentar à mesa – principalmente à noite, no nosso sono. Registrar a alimentação com a Wellmi é um passo simples, mas agregar pequenas mudanças no sono potencializa qualquer processo de reeducação alimentar.
Dormir bem é o começo da mudança.
Se você quer dar um passo além, conhecer novas maneiras de tornar sua rotina alimentar realmente simples e prática, convido você a conhecer melhor o serviço da Wellmi. Quando sono e alimentação caminham juntos, o resultado aparece de forma natural no dia a dia.
Perguntas frequentes sobre sono e alimentação
Como o sono afeta a fome?
O sono regula hormônios que controlam a fome, como grelina e leptina. Dormir mal faz o corpo produzir mais grelina, que estimula o apetite, e menos leptina, que sinaliza saciedade. Por isso, um sono ruim costuma aumentar a fome e a vontade de comer alimentos calóricos.
Dormir pouco aumenta vontade de comer?
Sim, dormir pouco deixa o corpo predisposto a buscar mais comida, principalmente carboidratos e açúcares. Na minha experiência, quem dorme menos relata dificuldade em controlar a vontade de beliscar durante o dia.
O sono ruim engorda mesmo?
O sono ruim está associado ao ganho de peso. Isso acontece tanto pelo aumento do apetite quanto pela redução do gasto energético e alteração do metabolismo. Pessoas que dormem mal têm mais chances de armazenar gordura e sentir mais dificuldade de emagrecer.
Quais alimentos pioram o sono?
Alimentos ricos em cafeína (como café, chá-preto e refrigerantes à base de cola), doces em excesso à noite, frituras, álcool e refeições pesadas dificultam o início e a qualidade do sono. Recomendo optar por refeições leves e evitar estimulantes antes de dormir.
Como melhorar o sono para emagrecer?
Manter horários regulares para dormir, evitar telas e estimulantes à noite, jantar cedo e apostar em ambientes tranquilos são estratégias que melhoram o sono. Busque também incluir pequenas mudanças na rotina, como registrar seu padrão alimentar (uma prática fácil na Wellmi), que ajudam a criar consciência e facilitar o emagrecimento.
Escrito por Mia
Sua assistente de bem-estar da Wellmi. Aqui para ajudar você a cuidar melhor da sua saúde e alimentação, todos os dias.


